quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Será que a escrita manual vai acabar?

Venho hoje propor o resgate e a valorização do hábito de escrever à mão que, embora imprescindível para o desenvolvimento motor e educacional de qualquer pessoa, principalmente em fase de alfabetização, tem entrado em desuso com a rápida digitalização advinda do desenvolvimento tecnológico.

Com a facilidade e rapidez oferecidas pelos diversos dispositivos e serviços de comunicação na confecção e envio de mensagens, perdeu-se o cuidado de deixar registrada a cada linha escrita a sua “exclusividade”, expressa nos traços de cada letra desenhada no papel.

Hoje todos amam e necessitam de praticidade, mas poucos são os que discordam de que um bilhetinho ou uma carta de amor escritos à mão são muito mais envolventes do que textos digitados, pois neles há a presença, mesmo que intangível, da particularidade de quem os escreve.

Trabalho aqui não a rejeição ao uso da escrita digital (“internetês”), mas sua adequação, visto que ela pode virar um sério problema se nossas crianças e adolescentes passarem a utilizá-la em textos que exijam comunicação formal. Corre-se o risco, por exemplo, de um jovem automaticamente incluir termos e abreviações criados apenas para a comunicação informal e ágil da web em redações para a escola, num vestibular ou num processo seletivo para conseguir um emprego.

Diante disso, não custa nada incentivar e conscientizar os mais jovens da adequação de sua linguagem, e do quanto curtas e simples atividades que envolvam o ato de escrever à mão pode estimular seu raciocínio e criatividade, já que exige uma coordenação motora e uma atenção com a forma que não ocorre quando o texto é digitado e os movimentos de dedos e mãos são “mecânicos”.

De qualquer forma, o importante é que a qualidade não perca espaço para a velocidade e, se possível, promover atividades que trabalhem o exercício da escrita manual, além de sempre tentar carregar consigo um bloquinho de anotações e uma simples caneta. A lista do supermercado, o cupom para sorteio, o bilhetinho na geladeira ou colado no monitor... Foi numa dessas que me assustei com a transformação de minha caligrafia...

Você pode conferir mais sobre o assunto em:

(Links acessados em 08/01/2011)

Material enviado pela Voluntária Online: Daniela Soares da Silva

Valeu Daniela Soares!

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